nickdrake:

Tupac

não é holograma

pricklylegs:

ianbrooks:

Psychedelic Pop Arts by Nicky Barkla

Nicky’s pop culture visages are the result of a torrid love affair between photorealism and cats on acid.

(via: assorted-goodness)

Speaking of cats…

(via darkchocolatemmm)

MUTHAFUCKA

(Source: thebraniganproject, via darkchocolatemmm)

Bozós, Jagodes e Panguás - Tudo no mesmo saco.

A pessoa tímida leva sempre com ela um fardo. Um pacote, uma bolsa, uma mochila, não importa a forma que tenha, mas está sempre ali. Nessa bagagem é possível encontrar  de tudo: dois pés esquerdos de um mesmo calçado, que possibilitam  tropeçar em toda e qualquer coisa; um dicionário com as palavras e expressões mais inadequadas para cada momento e, claro, um filme chamado “O que vão pensar de mim?” bem esse item é autoexplicativo.  Daí o tímido sai de casa com seu saco de coisas e sempre que necessário afunda o rosto dentro dele, como se estivesse procurando algo que ele mesmo sabe que não vai achar. Mas quem se importa? Importante mesmo é que durante esse momento sua presença será ignorada e ninguém perceberá que ele está ali. Assim volta para casa seguro e sem maiores transtornos ou constrangimentos. Até o dia que roubam seu pacote. Um indivíduo tímido sem seu Kit de Estabano & Camuflagem? Não funciona. Então o jeito é improvisar e carregar alguma outra coisa com outras coisas dentro.

Apela para um baú que costuma deixar em casa bem guardado e sai. Esse é bem diferente de seus embrulhos. É bem maior, mais difícil de levar e com um acabamento encantador, tão imponente que as pessoas nem tentam abrir, apenas admiram. Ele vai e volta sem que ninguém o ameace ou questione, a aparência do baú já fala por si:  “Aquilo? Só pode servir para guardar milhares de coisas interessantes e divertidíssimas!” é que eles imaginam. Chegando em casa , sente alívio e… alívio - a sensação é tão boa que resolve senti-la duas vezes-  afinal de contas, para quem está acostumado a carregar coisas menores e mais simples, empurrar e arrastar um baú deslumbrante o dia todo não é nada fácil.

Finalmente ,quando está  seguro no sofá da sala, de onde acredita que só deveria sair em dias especiais ou acontecimentos como fim do Calendário Maia, vai checar o conteúdo para ter certeza de que ninguém mexeu lá enquanto estava distraído. Abre a tampa, olha bem no fundo do baú vazio e sorri ao ver um papel velho todo cheio de dobras, se estivesse desdobrado seria preocupante porque alguém teria mexido. Antes de fechar resolve relembrar o que há  algum tempo guardou num lugar  tão vistoso. “A verdade é que sou um bozó, mas se você chegou até aqui acho que já descobriu isso.” Dobra o papel, põe de volta no lugar e vai dormir.

NOITES DE INSÔNIA, DIAS DE ZUMBI

É muita coisa acontecendo na inércia. Corpo parado, olhos vazios, mente inquieta. Sei que os minutos perdidos não voltam e que longos e incertos segundos ainda estão por vir. Lembranças e expectativas constroem uma trama em minha cabeça disputando atenção com o filme da TV, história sem desfecho  que tem fim quando acendo outro cigarro. Quantas vezes vou mudar de canal? Quantas vezes vou ouvir essa música? Quantas vezes vou pensar em você?   O raciocínio vai ficando desconexo. Uma única vontade de 25 coisas. No escuro do  quarto enxergo aquilo que se perde quando nasce o Sol. Os barulhos da rotina começam a encher a casa. Fecho os olhos e repito mais uma vez que quando acordar começarei do zero e tudo será diferente. Mas como acordar se eu ainda nem dormi?